Há merdas em que nós, gajas, somos fodidas. E fodidas para nós. Não há nada que nos deixe mais presas, mais pelo beicinho, mais apaixonadas, que um bom chuto no cú. Se o tipo é dos porreiros e até se mostra disponível, é um tonto, um cão, alguém cuja importância sublimamos porque se mostra presente, em nossa opinião, demasiado presente. Se vem um outro, que a páginas tantas, nos começa a dar chutos no traseiro escamuteados seja pelo que fôr, é ver-nos, de coração em punho, ostentando uma bandeira de amor, excepto a do amor próprio.
Ora, isto a mim parece-me que não é uma boa receita para a felicidade. Quando é que nos tornámos estas mulheres pequeninas? E não me fodam, todas nós já passámos por isto, uma vez que seja. O que será que nos leva a apoucar perante um 44 biqueira larga à velocidade da luz em direcção ao nosso traseiro? E depois disso, ficamos lá porquê? Porque é que insistimos quando o sinal de «proibido circular» nos é mostrado do outro lado?
Nunca vou entender esta particularidade que é, sobretudo, feminina. Nós, grelame, mais ou menos modernas, mais ou menos vividas, gostamos de um bom pontapé no cú. E ficamos lá até o nosso amor se confundir com as pedras da calçada. E pior que isso: na loucura, o pontapeador ainda nos serve de barómetro de um amor falhado que não teve continuação… Ou seja, quando revolvermos na memória a capacidade de sermos amadas, vamos sempre lembrar-nos de ter virado o cú e pedir bis. Há alguma coisa mais irritantemente estúpida do que isto? Há. Permanecer no erro.
Lembram-se do anúncio do leite? Se eu não gostar de mim, quem gostará? E a resposta é, e deverá ser sempre: ui, tanta gente…
Ora, isto a mim parece-me que não é uma boa receita para a felicidade. Quando é que nos tornámos estas mulheres pequeninas? E não me fodam, todas nós já passámos por isto, uma vez que seja. O que será que nos leva a apoucar perante um 44 biqueira larga à velocidade da luz em direcção ao nosso traseiro? E depois disso, ficamos lá porquê? Porque é que insistimos quando o sinal de «proibido circular» nos é mostrado do outro lado?
Nunca vou entender esta particularidade que é, sobretudo, feminina. Nós, grelame, mais ou menos modernas, mais ou menos vividas, gostamos de um bom pontapé no cú. E ficamos lá até o nosso amor se confundir com as pedras da calçada. E pior que isso: na loucura, o pontapeador ainda nos serve de barómetro de um amor falhado que não teve continuação… Ou seja, quando revolvermos na memória a capacidade de sermos amadas, vamos sempre lembrar-nos de ter virado o cú e pedir bis. Há alguma coisa mais irritantemente estúpida do que isto? Há. Permanecer no erro.
Lembram-se do anúncio do leite? Se eu não gostar de mim, quem gostará? E a resposta é, e deverá ser sempre: ui, tanta gente…
(Este post foi gentilmente emprestado do Blog Cenas de Gaja.com)

3 comentários:
lol...belissimo texto! e a resposta é mt simples! voces adoram um belo chuto no cu porque quem o dá apresenta-se como um desafio! e para qualquer mulher um desafio é muito mais excitante do que algo estável...é a quimica da ATRACÇÃO a funcionar pura e simplesmente...capice? x)
ganda verdade.....todas nós, a certa altura, ja andamos feitas parvas atras de um gajo q s tava nas tintas pra nós e q nem sequer era nada de especial....mas acho q isso faz parte do crescimento...claro q seria melhor q isso nao acontecesse...mas ha alturas na vida em q temos a auto-estima mais um bocadinho em baixo e fazemos figura de otarias.....nao ha q criticar....ha q aceitar e compreener e crescer com isso...
bjs
Lamento muito, mas discordo.
Já levei chutos e não me interessei mais por isso. É uma questão de saber distinguir a fronteira entre o que realmente sentimos e o amor próprio ferido. O problema é que por vezes as pessoas (homen e mulheres, acrescente-se) metem tudo no mesmo saco. O entusiasmo dum desafio e duma dificuldade (citando o anónimo) com o entusiasmo duma paixão. É preciso saber distingui-los! Às vezes não é fácil, mas quem se conhecer bem sabe quando gosta e quando ficou simplesmente f*do com a situação.
Arest my case;)
p.s.- amorzinho, claro q estás incluída na minha dedicatória, sua totó, isso nem se pergunta. LOBE IU
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